9 de nov de 2012

Capitúlo XIV


Imortal?

-Ceix?
Perguntou Quiron.
-Sim, ele é o responsável por vigiar um dos círculos do inferno. Ele tortura as almas por toda eternidade.
Então o Semideus falou para Ceix.
-Garoto, ele é todo seu, não deixe sobrar nada.
A criatura então saltou a fenda e andou vagarosamente em direção a Quiron enquanto latia ferozmente.
Ele salta por cima de Quiron tentando o apanhar, mas Quiron se moveu rapidamente para o lado direito de Ceix, e ao tentar atingi-lo com um golpe de espada ele se move rapidamente para longe. Então encara Quiron e começar a pressionar os dentes e rosnar.
-Pensou que era o único veloz? huhuhuhuhu.
Falou Regulos enquanto ria.
-Preciso tomar cuidado com esse monstro. Qualquer descuido e eu posso ser morto.
Pensou Quiron.
Ceix sumiu da vista de Quiron e antes que o mesmo pudesse reagir, é atingido por uma forte patada no rosto que o arremessa longe.
Logo em seguida a criatura corre e pressiona o peito de Quiron que fica incapaz de se levantar.
Quiron usou a espada que estava em sua mão e atingiu a pata de Ceix.
No momento em que ele levanta a pata Quiron gira para o lado, se levanta rapidamente e se afasta dele que lambia sua pata ferida.
Sua pata se curou rapidamente e logo o animal partia par ao ataque novamente.
-Mas que droga, grande velocidade, grande força, poder de cura... o que mais falta?
Dizia Quiron com uma expressão de perdição.
-Já sei!
pensou Quiron.
Ele então começa a correr rapidamente envolta de Ceix que ficou tonto e caiu. Se aproveitando da situação Quiron  arrancou uma de suas cabeças com um poderoso golpe de espada.
Por Reflexo Ceix arremessou Quiron para longe.
-O que fez com meu garoto!?
Gritava Regulos.
Caído Quiron pensa.
-Agora só falta duas cabeças.
Sangrando muito Ceix parte para cima de Quiron feito louco.
Ao tentar se levantar Quiron sente uma forte dor em seu casco e cai novamente.
Ceix salta por cima dele e prende seus braços com suas patas, impossibilitando Quiron de usar sua espada novamente.
O sangue que escorria do local onde a cabeça de Ceix foi decepada caia sobre Quiron. Quando o animal se preparava para atacar Quiron e mata-lo Regulos o impede.
-Não o mate!
Gritou Regulos impedindo o ataque de Ceix.
Ao se aproximar de Quiron, Regulos começa a pisoteá lo.
-Que tal? Bom, não?
Dizia Regulos enquanto massacrava Quiron.
- HAHAHA! Isso é divertido. Muito divertido.
Regulos então pega a espada de Quiron com um pouco de dificuldade e começa a fazer pequenos cortes no mesmo.
Quiron soltava gemidos de dor enquanto era cortado.
-Não a mais necessidade de prende-lo garoto.
Disse Regulos a Ceix.
Ceix então sai de cima de Quiron e apenas fica olhado para ele.
-Aposto que está louco de vontade de provar esse sangue hein garoto?
Disse Regulos soltando a espada.
A criatura levantava as orelhas e balançava o rabo como sinal de confirmação.
-Vamos beba todo sangue que...
Mas antes que Regulos completasse a frase, Ceix começa a lamber o sangue que estava no corpo de Quiron.
-Seu idiota! era para lamber o sangue que estava no chão.
Gritou Regulos.
As feridas de Quiron começaram a se curar e rapidamente o mesmo pegou a espada que estava o chão, e com um único golpe  arrancou as duas cabeças restantes de Ceix que agora rolavam no chão.
O grande corpo de Ceix caiu e Quiron se levantou.
Ele ficou de frente para Regulos que estava espantado e com medo, apontou sua espada em direção ao coração do mesmo e disse.
-Essa luta já se prolongou demais. Está na hora  de por um fim a ela.
Quiron atravessou o coração do Semideus com a espada.
-De que adianta?... acha que isso vai me matar?
Perguntou Regulos.
-Sim, eu acho.
Respondeu Quiron.
Os olhos de Quiron deixaram de brilhar, e a luz que antes eles possuíam foi transferia para a espada.
-Mas ...Mas o que é isso?...
Se perguntava Regulos enquanto o sangue escorria por sua boca.
O corpo de Regulos começou a queimar e virar cinzas.
Não...Por favor, não...
Foram as ultimas palavras de Regulos até seu corpo desaparecer completamente.
Quiron então larga a espada e cai desacordado pela exaustão.
Então o chão ao redor dele fica negro e ele afunda levemente.
Tudo que se podia ouvir naquele momento era uma voz que falava, "Está na hora de pegar o que é meu...".

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