12 de nov de 2012

Capitúlo XI

Enigma

-Cer...certo, eu responderei a pergunta-
Falou Timeu tentando passar firmeza nas palavras.
-Minha pergunta é: Qual o animal que pela manhã anda com quatro pés, a tarde com dois pés e a noite com três?-
Perguntou Esfinge.
-Er...o...é...-
Timeu não sabia  resposta, então saiu correndo na esperança de conseguir escapar, mas não conseguiu.
Esfinge que estava sobre duas patas ficou de quatro como um animal e correu atrás de Timeu, que foi pego facilmente.
-Não me coma, por favor! -
Implorou Timeu.
-Eu avisei que não deveria correr pois eu pegaria você. Agora irei come-lo.
-Mas...mas eu não respondi ainda a pergunta, ainda não errei.
Falava Timeu como ultimo recurso.
-Está bem, qual a resposta?
Perguntou Esfinge.
Timeu olha para Esfinge na esperança de que ela desse alguma dica, mesmo que de forma inconsciente.
Ele a olha de cima  abaixo e diz: - O leão? - Falou com duvida e medo em suas palavras.
Então Esfinge responde. - Está errado.-
Agarra Timeu e o devora. Tudo que sobrou foi o sangue que escorreu de seu corpo.
No local onde Adalberon estava um dos moradores diz.
-Estou preocupado com o Timeu, deveríamos segui-lo.-
-De certa forma eu também estou preocupado. Não é seguro andar em grupo, uma única pessoa é ainda menos recomendável.-  Disse Adalberon concordando com o morador.
Todos então voltaram até a trilha e a seguiram. Durante o caminho conversaram.
-Será que o Timeu vai ficar bem? Espero que fique.-  Disse Adalberon.
Continuaram caminhando e avistaram a mesma cidade que Timeu.
-Uma cidade, ele deve estar lá.
Dizia um dos moradores na esperança de encontrar Timeu.
-Sim, vamos lá! - Exclamava Adalberon.
Ao se aproximar da cidade eles vêem muito sangue nela e resolvem ver se Timeu realmente está bem.
-Vamos entrar! - Falou Adalberon.
-Parem! Não podem entrar! -
Gritou uma voz de cima de um rochedo.
Era Esfinge que desta vez parava o grupo de Adalberon.
-Ma...Mas o que é você? - Falou Adalberon vendo Esfinge emcima do rochedo.
-Sou aquela que possui os enigmas insolucionaveis, sou Esfinge.-
- O que quer? - Gritava um dos moradores.
-Não precisa gritar, eu escuto muito bem.- Falou ironicamente.
-Eu apenas darei um enigma para que resolvam. Mas com um porem, se tentarem fugir ou errarem eu irei devorar vocês.
Então Esfinge coloca um sorriso no rosto e diz. - Sabe qual meu lanche favorito?-
Mas antes dos moradores chutarem uma resposta ela mesma respondeu.
- Pequenas crianças.
- O...O que? fique longe delas - Falou Adalberon colocando Agnes que segurava Alexandros sentada junto a uma árvore.
-Elas possuem a carne macia e saborosa, a muito não como uma.
-Faça  a pergunta! - Gritava um morador.
-Isso mesmo, faça logo sua pergunta!- Disse Adalberon.
-Se está com tanta pressa em morrer, farei logo a pergunta. - Falou  Esfinge.
-Por que acha que iríamos morrer?- Perguntava Adalberon.
- porque ninguém nunca acertou a resposta - Respondeu Esfinge.
- A pergunta é: Qual o animal que pela manhã anda com quatro pés, a tarde com dois pés e a noite com três?-
- Isso é loucura, não existe um animal assim. Você quer nos enganar! E cadê o Timeu?- Pergunta o morador muito bravo.
-Respondendo a sua afirmação, existe um animal assim, e respondendo sua pergunta, eu o devorei.- Falou a Esfinge sorrindo.
-Espera, eu sei a resposta! - Falou Adalberon.
- No começo foi difícil entender, mas se trocar as fases do dia por etapas da vida, a resposta fica clara como agua.- Falou Adalberon.
-E qual a resposta?- Perguntou Esfinge.
-O homem. - Respondeu Adalberon.
-Quando criança engatinha, quando adulto anda erecto sobre seus pés e quando velho usa uma bengala.- Explicava Adalbeorn.
-Tem...Tem razão. - dizia um morador muito feliz.
 Esfinge se sentiu tão humilhada por ter seu enigma desvendado que se atirou do alto do rochedo e morreu.
-Humf... Se matou... - Disse um morador.
-Agora que o Timeu está morto não temos mais o que fazer aqui. Vamos! - Gritou Adalberon a todos.
E logo todos se preparavam para partir novamente.

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