17 de nov de 2012

Capitúlo VI

Seguindo para batalha

-Não faça algo tão imprudente.
Gritava Adalberon.
Mas Quiron não dava ouvidos, ele já tinha seu objetivo em mente.
Como não conseguia mais impedir Quiron e nem seus seguidores a unica coisa que Adalberon conseguiu pensar foi em mover todas as pessoas que ficaram para um local seguro o mais rápido possível, pôs a partir do momento em que os Semideuses forem desafiados e alguém for capturado, eles os forçariam a contar onde os outros estavam.
Então Adalberon começou a avisar os moradores que ficaram sobre o que estava ocorrendo, e, rapidamente a noticia estava espalhada pelo vilarejo.
- Eu quero que todos esperem em frente a minha casa, pois ainda preciso buscar minha esposa- Dizia a todos.
Entrando em casa Adalberon diz. - Vamos! Vamos embora, não é seguro ficar aqui.- Falava com pressa para sua esposa que estava na cama com Alexandros nos braços.
- Mas... o que está havendo?- Perguntava Agnes sem intender.
- Não é seguro ficar aqui no momento. É o que posso lhe dizer. Agora venha. -Exclamava.
Não irei a lugar algum até me contar o que está havendo.- Falou Agnes de modo a parecer um desafio a seu marido.
A pressa de Adalberon aos poucos se tornava em irritação.
- Vamos Agnes! Não temos tempo a perder com esse tipo de infantilidade!
Falou Adalberon de forma grossa.
Agnes ficou com uma expressão de surpresa, pôs nunca havia visto seu marido agir de tal forma.
Adalberon então chegou próximo a Agnes e a pegou no colo, a qual permanecia em silencio.
Ele se dirigiu até a porta e a abriu com um pouco de dificuldade.
Ao sair viu  todas as pessoas reunidas em frente a casa e disse. - Vamos! não temos tempo a perder!
Disfarçou e olhou para Agnes, que mantinha um olhar distante, como se ainda não tivesse acreditado no que havia acontecido.
A única coisa que ela fazia era um pouco de carinho em Alexandros que estava em seus braços.
Um morador que estava no local vai até Adalberon com uma criança centauro em seu colo e diz. - Encontrei  esse garoto chorando abandonado dentro de uma casa aqui no vilarejo.
Era um pequeno centauro de cabelos e olhos azuis, muito bonitos.
Adalberon então responde. -Este deve ser Zeno, o filho o qual Quiron abandonou. traga-o connosco, eu irei cuidar dele.
Falava como se tivesse certeza sobre a morte de todos que foram lutar.
-Certo- Respondeu o morador.
-Agora vamos, já perdemos muito tempo aqui.- Gritou.
- Mas para onde vamos?- Gritava um morador em meio aos outros.
- Não sei direito para onde iremos seguir, mas qualquer lugar se tornará melhor do que aqui.
-Agora me sigam. - Falava Adalberon com a postura de um líder inabalável.
Mas toda essa segurança sobre si não era verdadeira. No fundo ele temia por sua vida mais que qualquer outro.
Então todos passaram a seguir Adalberon que entrou na mata que ficava ao redor do vilarejo.
Quando estavam bem ao fundo, um morador que estava ao lado de Adalberon perguntava em tom de sussurro. -não devemos nos preocupar com Semideuses filhos de Artemis?
-Ela é uma Deusa virgem, e prometeu nunca perde-la. Fiquem tranquilos.- Falava Adalberon para acalmar a todos.
Neste mesmo momento em um local diferente, Quiron seguia junto com os outros, Na cabeça dele indo a guerra, na de Adalberon indo em direção a morte.
Já próximo de onde os Semideuses poderiam estar, Quiron gritou. - Neste momento estamos indo a guerra construir nosso futuro, nunca se entreguem!
Suas palavras foram seguidas pelo grito de seus companheiros, que para garantir um futuro não temiam nem a própria morte.
Após caminharem por um bom tempo eles chegaram a um lugar onde podia-se sentir a morte. Muito sangue havia no chão, cadáveres e mais cadáveres podiam ser vistos mortos das mais diversas formas. Uns sem cabeça, outros totalmente esmagados ou desmembrados. Era como o inferno na própria terra.
-Mas o que é isso?...- Dizia Quiron chocado com a cena que acabara de ver.
Alguns moradores que estavam com ele vomitaram ao ver tal cena.
Um dos moradores que estavam la disse. -Mas quantos Semideuses estavam aqui para realizar tao brutalidade?
Quiron então aponta ao horizonte, em direção a um pequeno monte de mortos e diz. -A pergunta não é quantos, mas sim, qual. E a resposta está logo ali.
Sentado sobre os cadáveres estava um garoto que aparentava possuir 14 anos, cabelos prateados e olhos vermelhos.
Ele olha em direção a todos e sorri de forma sádica, era possível sentir a crueldade emanar dele.
-Preparem-se homens, agora que viemos até aqui não podemos recuar.
Disse Quiron preparando todos para uma luta sangrenta.

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